
sábado, janeiro 10, 2009
domingo, fevereiro 25, 2007
Sociedade anónima
Porque andas só?
Porque permaneces com esse olhar perdido no teu horizonte quando te esqueces do meu?
Porque somos plural sem saber ser individual?
Porque somos a consciência de uma solidão constante
Quando o resto do mundo que nos obriga a viver juntos?
Porque necessitamos de ser mais um fósforo, numa caixa apagada
nesta nossa sociedade anónima?
Olha!
Sabes o que sempre ouvi dizer?
Em negócios de amor...nunca se aceitam sócios
Porque permaneces com esse olhar perdido no teu horizonte quando te esqueces do meu?
Porque somos plural sem saber ser individual?
Porque somos a consciência de uma solidão constante
Quando o resto do mundo que nos obriga a viver juntos?
Porque necessitamos de ser mais um fósforo, numa caixa apagada
nesta nossa sociedade anónima?
Olha!
Sabes o que sempre ouvi dizer?
Em negócios de amor...nunca se aceitam sócios
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Ontem e depois
Nos tempos em que esperava por alguém os dias pareciam mais longos...talvez por isso, porque esperava. Hoje não espero por nada nem por ninguém...aguardo só e apenas, pacientemente por mim.
Tiro um dos últimos cigarros, não te contei, mais ainda guardo escondido um maço, e inspiro aquele momento de poluição, só minha, só para mim. Não o partilho com ninguém, pois se quiser morrer, sei que o farei...sozinha
Assim os dias já me parecem mais curtos...
Tiro um dos últimos cigarros, não te contei, mais ainda guardo escondido um maço, e inspiro aquele momento de poluição, só minha, só para mim. Não o partilho com ninguém, pois se quiser morrer, sei que o farei...sozinha
Assim os dias já me parecem mais curtos...
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Até já...
Encontrei-te por acaso, trazias no bolso aquele teu sorriso que me conquistou, e na mala o abraço que me aqueceu em tantas noites de Inverno.
Vi-te por acaso, ao cruzarmos aquela esquina que antigamente contornávamos, a rir, antes de nos separarmos por poucas horas.
Lembro-me que nessa altura um beijo ficava com saudades do outro, e os meu colo saía dali ainda com o teu perfume.
Sabes?! Continuo a deixar o teu lado da cama vazia...sei que o vais ocupar, exactamente naquela noite em que não estiver à tua espera...
Vi-te por acaso, ao cruzarmos aquela esquina que antigamente contornávamos, a rir, antes de nos separarmos por poucas horas.
Lembro-me que nessa altura um beijo ficava com saudades do outro, e os meu colo saía dali ainda com o teu perfume.
Sabes?! Continuo a deixar o teu lado da cama vazia...sei que o vais ocupar, exactamente naquela noite em que não estiver à tua espera...
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
O jasmim
A Primavera ainda não chegou. Não porque a chuva me tivesse dito, mas porque ainda não me cheira a jasmim.
No dia em que nascer a primeira flor terei a certeza que o sol vai aparecer, e a chuva vai acabar dentro de mim.
Até lá, sento-me na minha cadeira da marquise, abro mais uma págino do meu livro incabado e fico ali, a admirá-lo...
No dia em que nascer a primeira flor terei a certeza que o sol vai aparecer, e a chuva vai acabar dentro de mim.
Até lá, sento-me na minha cadeira da marquise, abro mais uma págino do meu livro incabado e fico ali, a admirá-lo...
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Porque sim!
No outro dia encontrei aquela velha caixa de sapatos, dentro dela tinha uma incontável variedade de folhas de blocos coloridos...Na altura que as coleccionava usava botas ortopédicas e fazia colecção de bichos de conta e folhas coloridas. Numa delas (confesso que talvez numa das mais vulgares) encontrei um verso velhinho:
"Gosto de ti porque gosto, gosto de ti porque sim, gosto de ti se disseres, que também gostas de mim"
O cheiro da folha passou, a cor está gasta todavia o verso continua a ter alma e a dizer-me:
O amor naquela altura era também verdadeiro...Um poema não tem prazo de validade e guarda-se sempre dentro de uma caixinha...Tal e qual como no nosso coração
"Gosto de ti porque gosto, gosto de ti porque sim, gosto de ti se disseres, que também gostas de mim"
O cheiro da folha passou, a cor está gasta todavia o verso continua a ter alma e a dizer-me:
O amor naquela altura era também verdadeiro...Um poema não tem prazo de validade e guarda-se sempre dentro de uma caixinha...Tal e qual como no nosso coração
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