sábado, outubro 03, 2009

Quentes e boas...


Soube ontem que tinha chegado o Outono...vi um vendedor de castanhas assadas...e cheirei-as

quarta-feira, setembro 16, 2009

Um dia de raiva...

Ontem devia ter adormecido e hoje só devia ter acordado amanhã!


Há dias assim! Dizem-me para cerrar os dentes e chutar em frente, mas sinceramente tudo o que menos me apetece é jogar à bola...


Eu tento controlar a raiva, contar até dez, fazer Yôga, respirar fundo...mas há pessoas, situações e momentos que só me fazem ter vontade de rebentar com as estruturas...


Como sou humana e a realidade às vezes dói, choro, barafusto, grito, bato com as portas e dou socos nas almofadas... os especialistas dizem que ajuda, eu sinceramente acho que me deixa cada vez mais frustrada...isso e não ter dinheiro


Qualquer dia acordo num dia de raiva... ai acordo.
Sou mulher mas tenho demasiada "testosterona" para ser uma cabeleireira...

Há quem me chame amazona...prefiro dizer que não gosto que me pisem...

terça-feira, agosto 25, 2009

Uma questão de sinalética

Antes mesmo de ir de férias resolvi, como habitualmente, fazer algo que os homens julgam apenas direccionado para eles, e algo impensável e/ou impossível de ser feito por qualquer mulher...ou seja calibrar pneus, colocar àgua e verificar o óleo...

Nada tão relativamente simples que não possa ser resolvido em qualquer uma das estações de serviço, onde, sem dúvida este tipo de homens pertence. Mas bom, tudo isto me parecia totalmente indiferente, se no seguimento da acção não se verificasse a habitual falta de jeito com as palavras que os homens têm...e, uma vez mais, na dificuldade que sentem em exprimir-se.
Depois de tratar da calibragem dos pneus, precisei de ir à casa de banho, que como habitualmente, está trancada a sete chaves, não vá alguém ter um desvario e roubar um rolo de papel higiénico, o piassá (ou piassaba) e até, na loucura, o suporte magnífico dos rolos.
Dirijo-me à caixa e peço a chave da casa de banho, juntamente com o simples pedido de informação : "onde fica a casa de banho das senhoras" é nesta altura que o único neurónio do empregado responde: "é a dos deficientes, não temos mais nenhuma, a wc dos homens e a dos deficientes" peguei na chave mas fiquei a pensar nisto duas vezes (e obviamente que do sorrisinho idiota do empregado percebi a provocação, mas de facto não valia a pena dizer nada).
Tive todavia vontade de perguntar... existem apenas mulheres deficientes ou será que os homens apenas urinam pelo sítio por onde pensam? Então temos aqui falta de sinalética... ou será de casas de banho...
Também existem outras coisas que me incomodam, mas que se houver um homem iluminado, ainda que momentâneamente que me responda, e berçários para mudança de fralda, existem individualmente, ou apenas nas casas de banho dos deficientes...ou das mulheres...
Já agora, calibrei as rodas e segui viagem, no meu chasso de 20 anos (um clássico, vá!)... e fui a conduzir... há coisas fantásticas não há?

terça-feira, julho 14, 2009

Se eventualmente...

Alguém nutriu algum tipo de pena, ou piedade por Saddam Hussein aquando a sua morte por enforcamento, aconselho vivamente a leitura deste livro.
Um relato de vida sobre uma mulher iraquiana, filha de altas patentes do Iraque, que usufruiu, ao contrário da maior parte das mulheres muçulmanas uma educação superior.

Divorciada, mãe de dois filhos, tradutora, intérprete...e sem dúvida...uma vencedora num país onde as mulheres ainda valem metade de um homem...
Mayada conheceu Saddam pessoalmente, e ambos percorreram os mesmos ambientes, salões de festas, ambientes coloquiais e de protocolo... menos um...a cela de mulheres sombra 52...
Leitura recomendada

quinta-feira, junho 18, 2009

Recebi um manjerico

Recebi um manjerico
Das mãos de quem me quer bem
Tinha um segredo guardado
Que não conto a ninguém

Traz um verso emoldurado
E um vaso pequenino
Está muito bem penteado
E quem o deu é jeitosinho

Já puz o manjerico ao luar do parapeito
reguei-o com cuidado
Vamos lá ver se este dura
Mais que o do ano passado

Viva o Sto António, os manjericos, as sardinhas assadas e as noites quentes em que apetece passear ao luar...

quarta-feira, junho 03, 2009

Caçadores do tempo

Naquela manhã viajávamos no mesmo combóio. De um lado aquela mulher sonhava com que o tempo passasse mais devagar, olhando para toda a gente, e esperando alguém que possivelmente há muito já se teria ido embora. Desconfiei disso, quando a vi procurar o anel num dedo que já se esquecia de o ter. Do outro lado, viajava alguém que queria que o tempo corresse mais depressa, e tomava notas nas costas de um bilhete, das estações, e do tempo que demorávamos a chegar de uma à outra, depois de tocar o som ensurdecedor das portas a fechar.
Viviam os dois num autismo singular, mas numa semelhança tão normalmente assustadora, que por momentos pensei que tivessem sido feitos um para o outro, apesar da diferença de idades, de educações, de posturas, e ...claro está...de estações.

Chego à minha estação, e eles continuam, um a tomar notas, o outro a procurar caras familiares, e dedos anelares vazios...e claro...ambos tinham vontade de chegar à estação certa...à hora marcada.

sexta-feira, maio 01, 2009

Vida interrompida

No outro dia via um daqueles documentários sobre a natureza e a vida animal, e deslumbrei-me ao assistir à transformação de uma lagarta em crisálisa, e do esforço com que conquista tanta beleza, numa efemeridade que apenas dura entre 24 a 48 horas.

Se tudo o que fosse assim tão efémero tivesse tamanha beleza, jamais ignoraríamos um nascer e um pôr-do-sol, um beijo ao entardecer e um abraço, aquele que nos faz desfazer em lágrimas.
Se soubessemos que a beleza sacrificava a nossa vida em pouco mais que dois dias, pergunto-me, o que fazíamos de diferente, que questões colocávamos, como é que olhávamos para qualquer outra forma de existência...

"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante." - Albert Schwweitzer ( Nobel da Paz - 1952)

E agora...passando às pessoas...será que sabemos realmente qual o valor da transformação, ou continuamos a abster-nos de admirar os nossos verdadeiros dons?

domingo, abril 26, 2009

Mais um na caixa dos sonhos...

Andava eu a rebuscar a minha caixa dos sonhos, quando encontrei uma folha de papel com uma mensagem. Não sei ao certo quem escreveu, a letra era minha, mas fiz-me pensar que não podia ter sido eu, afinal existiam umas aspas...

Fiz uma busca pelo google e não encontrei nada... apenas pensava que era bom que tivesse sido eu, contudo não é isso que importa, o que importa é que alguém o tenha feito...se alguém se lembrar...diga-me... vergonha tenho de não saber quem o fez...mas teria orgulho se tivesse sido eu...


"Nem um de nós regressa de tão longe

Fitamos o sereno

Morremos em cada pássaro que nos atravessa o pensamento

E altos vamos cair noutra estrela

Podíamos ficar assim a vida toda

Podíamos amar sem nunca ter vivido

Quem sabe não perdemos por não ter dado conta.

A tristeza é uma flor que amanhece de repente

É o gesto que nos falta

E assim nos devolvemos à respiração

No pulso das coisas ficamos apenas mais tempo..."

sábado, abril 25, 2009

sexta-feira, abril 17, 2009