
Soube ontem que tinha chegado o Outono...vi um vendedor de castanhas assadas...e cheirei-as
Como nada acontece por acaso, nem a vida é uma sequência abstracta de momentos, também as desculpas não existem sem uma culpa aparente
Ontem devia ter adormecido e hoje só devia ter acordado amanhã!
Antes mesmo de ir de férias resolvi, como habitualmente, fazer algo que os homens julgam apenas direccionado para eles, e algo impensável e/ou impossível de ser feito por qualquer mulher...ou seja calibrar pneus, colocar àgua e verificar o óleo...
Alguém nutriu algum tipo de pena, ou piedade por Saddam Hussein aquando a sua morte por enforcamento, aconselho vivamente a leitura deste livro.
Recebi um manjerico
Naquela manhã viajávamos no mesmo combóio. De um lado aquela mulher sonhava com que o tempo passasse mais devagar, olhando para toda a gente, e esperando alguém que possivelmente há muito já se teria ido embora. Desconfiei disso, quando a vi procurar o anel num dedo que já se esquecia de o ter. Do outro lado, viajava alguém que queria que o tempo corresse mais depressa, e tomava notas nas costas de um bilhete, das estações, e do tempo que demorávamos a chegar de uma à outra, depois de tocar o som ensurdecedor das portas a fechar.
No outro dia via um daqueles documentários sobre a natureza e a vida animal, e deslumbrei-me ao assistir à transformação de uma lagarta em crisálisa, e do esforço com que conquista tanta beleza, numa efemeridade que apenas dura entre 24 a 48 horas.
Andava eu a rebuscar a minha caixa dos sonhos, quando encontrei uma folha de papel com uma mensagem. Não sei ao certo quem escreveu, a letra era minha, mas fiz-me pensar que não podia ter sido eu, afinal existiam umas aspas...